O governo de Minas Gerais realizou, nesta segunda-feira (3), o pagamento de R$ 392,98 milhões ao Tesouro Nacional, referente ao acordo de quitação da dívida estadual com a União. Desse total, R$ 308,72 milhões correspondem à 5ª parcela do contrato, enquanto os R$ 84,24 milhões restantes referem-se ao início do pagamento dos valores devidos pelas operações de crédito.
A primeira parcela, paga em outubro de 2024, foi no valor de R$ 286,7 milhões. O acerto da dívida segue os moldes do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), enquanto Romeu Zema (Novo) e outros governadores tentam mobilizar deputados para derrubarem os vetos do presidente Lula (PT) ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados junto à União, o Propag.
No comunicado, divulgado através da Secretaria de Fazenda, o governo diz que nos últimos meses foram pagos R$ 291,7 milhões em novembro, R$ 296,2 milhões em dezembro e R$ 303,7 milhões em janeiro.
Desde o início da atual gestão de Zema, em janeiro de 2019, o governo estadual já pagou R$ 8,55 bilhões à União, referente ao acordo de quitação da dívida.
Crítico dos vetos de Lula, Zema chegou a dizer que Minas Gerais não iria aderir ao programa. Porém, o vice-governador, Mateus Simões (Novo), recuou e disse que a entrada ao Propag seria, provavelmente, apenas em 2026.
Como a Itatiaia já apurou, o governo mineiro irá se unir a um grupo de governadores — Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul, Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro — para atuar junto aos presidentes da Câmara e do Senado para que os vetos sejam colocados em pauta no Congresso Nacional. Além de Zema, governadores do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e de Goiás já criticaram publicamente os vetos do presidente.
Após as críticas, Zema trocou uma série de farpas com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), nas redes sociais.
No X, antigo Twitter, Haddad afirmou que Zema “esconde a verdade”, alegando que os dois se encontraram e que o mineiro teria pedido que a União quitasse a dívida dos estados com bancos privados.
O petista também escreveu que Zema “critica privilégios”, mesmo tendo aumentado o próprio salário em 298%.