A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou a possibilidade da presença de agentes dentro de sua casa para reforçar o policiamento em prisão domiciliar. O requerimento para aumentar a segurança foi feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes com o objetivo de “evitar fuga”.
O pedido da presença de agentes na casa do ex-presidente foi feito pela Polícia Federal (PF) para garantir “efetividade”. Moraes ainda não definiu quando vai analisar.
O advogado Paulo Cunha Bueno disse que o pedido deixa “a impressão de querer gerar um constrangimento desnecessário”. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil.
"É uma medida constrangedora, desnecessária e contrária à decisão do ministro que preservou a inviolabilidade do domicílio, lembrando que na casa vivem o presidente Bolsonaro, a filha, a esposa e a enteada”, disse Cunha Bueno.
De acordo com o advogado, o policiamento ao redor da residência é suficiente para fazer o monitoramento."Não tem cabimento colocar equipe na casa dele, sendo que o objetivo pode ser alcançado com a permanência externa da equipe”.
A Polícia Federal (PF) disse, em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (26), que, para garantir a efetividade do monitoramento da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seria necessária a permanência de agentes dentro da residência do militar.
Antes, o ministro Alexandre de Moraes determinou que tenha um reforço no policiamento ostensivo na casa do ex-presidente. A decisão segue parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou na segunda-feira (25) a favor do reforço solicitado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Além do policiamento, Rodrigues também pediu a manutenção e a checagem constante da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro.
A PF argumenta que a tornozeleira eletrônica de Bolsonaro envia informações online. No entanto, a internet poderia cair. Caso isso acontecesse, haveria tempo para uma fuga.