O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (27) o projeto de lei que cria um marco regulatório para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital. A proposta, que já havia sido analisada pela Câmara dos Deputados e recebeu alterações, agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A iniciativa busca combater a chamada adultização infantil em plataformas digitais, abrangendo redes sociais, aplicativos, sites e jogos eletrônicos.
O descumprimento das regras poderá resultar em multas que variam de R$ 10 por usuário até R$ 50 milhões, além da possibilidade de suspensão temporária ou definitiva das atividades da empresa.
Um dos pontos mais polêmicos foi a proibição das chamadas “loot boxes”, caixas de recompensas virtuais oferecidas em jogos eletrônicos. O relator, senador Flávio Arns (PSB-PR), defendeu que esse mecanismo se assemelha a jogos de azar e pode estimular comportamentos compulsivos entre crianças e adolescentes.
A aprovação ocorreu de forma simbólica. Votaram contra os senadores Carlos Portinho (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE), Jaime Bagatolli (PL-RO) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).
A proposta ganhou maior visibilidade após a repercussão de um vídeo do influenciador Felca, que denunciou práticas prejudiciais em plataformas digitais. O conteúdo viralizou e já ultrapassa 24 milhões de visualizações, pressionando o Congresso a acelerar a votação.