Carolina Arruda, de 28 anos, que sofre com o que é conhecido como ‘a pior dor do mundo’, teve alta da Santa Casa de Alfenas, na região Sul de Minas Gerais, onde ficou em coma induzido para ‘reiniciar o cérebro’, termo usado pela própria paciente. A mineira saiu do hospital nessa quinta-feira (21) e falou nas redes sociais sobre os últimos processos antes de sair do hospital.
A condição de Carolina Arruda foi identificada como neuralgia do trigêmeo. A jovem relata enfrentar dificuldade para respirar desde que saiu da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Segundo Carolina, o médico indicou que ela faça fisioterapia pulmonar e fisioterapia normal nos próximos dias pela falta de ar e alto esforço respiratório.
“Eu ainda não estou 100% recuperada. Ainda tenho muita falta de ar para falar, muita dor no pulmão, além da dor no rosto. Então são complicações que deram que a gente precisa prestar um pouquinho mais de atenção para recuperar bem”, revela Carolina Arruda, que conta ter sido diagnosticada com trombofilia no pulmão.
“Está muito difícil de respirar. Tenho trombo no pulmão, que eu vou ter que tomar anticoagulante, aí de uso contínuo”, continua a mineira. Segundo a jovem, ela também recebeu indicação médica para comprar um ‘cachimbo’ para treinar o pulmão.
A mineira ainda relata uma viagem para o interior com o marido para encontrar a filha. Segundo a jovem, ela ainda vai diminuir o uso das redes sociais nos próximos dias.
“Não vejo a hora ir pra casa, ver minhas crianças, minha filha. A gente vai passar uns dias na roça, porque eu preciso descansar. Eu preciso dormir um pouco, porque eu tô acordada desde que eu saí da UTI”, relata Carolina Arruda.
Internada desde a última quarta-feira (13), Carolina Arruda acordou do coma induzido na última segunda-feira (18). O procedimento foi realizado após seis cirurgias no cérebro que não tiveram resultado e usava cetamina. A expectativa era de que o coma gerasse uma sedação profunda, por até cinco dias, que ajudasse o cérebro a “reiniciar”.
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