A última vez que a Selic havia atingido o patamar atual de 14,25% havia sido em outubro de 2016, durante a crise do governo Dilma Rouseff (PT).
O Banco Central (BC) subiu em um ponto percentual e elevou a taxa básica de juros de 13,25% para 14,25% nesta quarta-feira (19). A decisão dos membros do Copom (Comitê de Política Monetária) foi unânime.
Em 2016, a Selic ficou estacionada em 14,25% por um ano e três meses durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma.
O aumento da taxa básica de juros anunciado nesta quarta-feira foi o segundo de Gabriel Galípolo como presidente do Banco Central. Desde janeiro deste ano, saiu de 12,25% para 14,25%.
Confira no gráfico a variação de março de 2015 a fevereiro de 2025, quando a Selic ainda estava a 13,25%:
O Copom informou que fará um “ajuste de menor magnitude na próxima reunião” do comitê, que será realizada em maio.
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (19), o Banco Central citou como justificativas a política econômica nos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump e o risco de alta da inflação.
“O ambiente externo permanece desafiador em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente pela incerteza acerca de sua política comercial e de seus efeitos. Esse contexto tem gerado ainda mais dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed e acerca do ritmo de crescimento nos demais países”, explicou o BC em nota.
A Selic é a taxa básica de juros da economia e influencia outras taxas de juros no Brasil, como de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras.
Quando há expectativa de que a inflação fique acima da meta, o Copom pode subir a taxa de juros para reduzir o estímulo na atividade econômica, visando diminuir o consumo e equilibrar os preços.
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