O Grupo Pão de Açúcar (GPA), um dos maiores aglomerados de varejo alimentar do país, agora tem uma família mineira como maior acionista. Os empresários André Luiz Coelho Diniz, Alex Sandro Coelho Diniz, Fábio Coelho Diniz, Henrique Mulford Coelho Diniz e Helton Coelho Diniz, agora têm juntos 24,6% das ações da rede varejista.
A família Coelho Diniz, desde 1992, tem uma rede de supermercados no Leste de Minas, com 22 lojas distribuídas por 7 cidades: Governador Valadares, Caratinga, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Timóteo, Manhuaçu e Teófilo Otoni.
Já o Grupo Pão de Açúcar, que tem capital aberto, conta com mais de 700 lojas em 11 estados brasileiros, além do Distrito Federal. Lojas como os supermercados Pão de Açúcar, Extra, e marcas como a Qualitá e Taeq, fazem parte do grupo. Recentemente, o grupo vendeu parte das lojas Extra para a rede Assaí Atacadista, que já fez parte do GPA.
O anúncio do aumento da participação da família Coelho Diniz foi feito pelo próprio grupo na última semana, em um comunicado ao mercado. E assim, a família mineira ultrapassa o grupo francês Casino, que já teve a maior participação nas ações da gigante do varejo, mas caminha para deixar o Pão de Açúcar.
Tendo posse da maior parte das ações, os empresários mineiros têm mais poder de decisão sobre a administração da empresa, tendo influência nas futuras decisões da companhia.
De forma discreta, desde 2024 o grupo Coelho Diniz vem aumentando sua participação na rede varejista, iniciando com cerca de 5%. No mês de julho deste ano, alcançou 18% do GPA, se colocando como segundo maior acionista. E agora, em agosto, ao passar da marca dos 24,6%, ultrapassou todos outros acionistas.
Hoje, o Grupo Pão de Açúcar, além dos empresários mineiros, tem como acionistas relevantes o grupo francês Casino, o empresário Ronaldo Iabrudi, a companhia Nuveen, o empresário Rafael Ferri, e outros acionistas com ações menores.
Os acionistas mineiros solicitaram uma assembleia extraordinária para formar um novo conselho administrativo no Grupo Pão de Açúcar. O comunicado, que consta no anúncio da ampliação da participação dos Coelho Diniz na B3 (bolsa de valores), foi recebido e aprovado pelo atual conselho administrativo, mas ainda não tem data para acontecer.
A ideia da família é adequar a composição do conselho de acordo com a nova posição assumida com o aumento da participação. Desde o ano de 2022, o GPA vive um processo de reestruturação para lidar com despesas internas e dívidas.
Procurado pela reportagem, um dos empresários do grupo Coelho Diniz afirmou que só vão se manifestar via assessoria de imprensa, que ainda prepara um posicionamento.
Mín. 16° Máx. 29°